sexta-feira, 18 de março de 2016

Freio assobiando...

Barulho agudo ao frear pode significar problemas

Especialista responde às dúvidas dos internautas sobre freios.
Saiba o que é um sistema de freio ABS com EBD.
Ricardo Lopes da FonsecaEspecial para o G1
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Disco de freio ventilado (Foto: Divulgação)

A frenagem é tão importante para um automóvel que os grandes pilotos são unânimes em afirmar: "Não é quem acelera mais que vence uma corrida, mas aquele que sabe a hora e o jeito certo de frear." Não somos pilotos, nem andamos participamos de corridas, mas a frenagem para nós motoristas comuns é tão importante quanto. Afinal, o freio é o sistema de segurança mais importante de um carro.

Um freio mal regulado e com a manutenção prejudicada pode causar acidentes ou sustos 

- Reinaldo Kakuda
 desnecessários. Depois de lerem a reportagem do tira-dúvidas publicada no último domingo (24), diversos leitores enviaram suas dúvidas. Confira as respostas:
É preciso usar freio motor em declives muito íngremes para não sobrecarregar os freios. Mas o freio motor só é possível nos carros a diesel, não?
O freio motor nada mais é que utilizar o motor para ajudar a diminuir a velocidade, em qualquer motor a combustão. Basta reduzir a marcha com o intuito de fazer o motor girar mais, aumentando o poder de frenagem. Por exemplo: se você está em um declive em quarta marcha e não quer correr sobrecarregar o sistema de freio, reduz uma marcha. O motor passa a ter mais rotações. Se ainda assim não se sentir seguro, reduza mais uma marcha. Vale lembrar que não se deve reduzir as marchas abruptamente, isso pode causar trancos desnecessários. Não esqueça que, além de perigoso, é proibido por lei andar com o carro em marcha neutra – mais conhecido por “banguela”.

Os freios traseiros em carros de passeio ajudam na frenagem ou apenas são utilizados pelo freio de mão?
- Sedp Eme da Gesme

Os freios traseiros são parte de fundamental importância no sistema de freios de qualquer veículo, tanto é que sempre funcionam em conjunto com os freios das rodas dianteiras. Nos sistemas antigos, as rodas funcionavam em paralelo, ou seja, as duas rodas de um mesmo lado funcionavam em conjunto. No caso de uma eventual falha, o carro ficava sujeito a uma derrapagem. No sistema diagonal, o mais comum atualmente, a roda traseira esquerda está ligada à dianteira direita. Isso acontece para, em caso de falha no sistema, como um vazamento ou qualquer outro dano, o carro continue equilibrado.

Gostaria de saber qual o prazo certo para a troca do óleo do freio e como podemos fazer para saber?
- Célio Dias
O período máximo indicado pelos fabricantes para a substituição do óleo de freio é a cada 20 mil quilômetros ou dois anos. Mesmo se um automóvel não for muito utilizado é necessário trocar para manter o sistema em perfeito funcionamento. Vale lembrar que o fluido pode baixar e, se isso acontecer, é preciso verificar se há algum vazamento. Caso não haja irregularidades, pode ser o sinal de que as pastilhas de freio estão gastas e o fluido está compensando esse desgaste. Um detalhe importante é a especificação dos fluidos: DOT 3, DOT 4 e DOT 5. O primeiro é empregado em carros de passeio e veículos leves. Alguns carros utilizam o DOT 4, que tem uma temperatura de ebulição mais alta e assim se torna mais eficaz. A versão DOT 5 é recomendada para veículos mais potentes e cujos freios são mais exigidos, como os modelos esportivos. 
  
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Discos de freios de competição chegam a ficar incandescentes  (Foto: Divulgação)

Como identificar um freio ABS? Ouvi dizer que, se as rodas traseiras tiverem freios a disco, o carro tem ABS? Está certo?
- André Silva Alves
É quase impossível detectar o freio ABS em um carro olhando apenas por fora. Alguns utilitários contam com ABS e possuem freio a tambor na traseira, ou seja, freio a disco nas rodas traseiras não correspondem ao sistema ABS. Lembram do Alfa Romeo 2300 lançado nos anos 70? Ele foi o primeiro carro brasileiro com freio a disco nas quatro rodas, mas não tinha ABS. Se a sua dúvida existe em razão da compra de um carro usado, o que pode ser feito é verificar as luzes no painel. Uma delas é referente ao ABS e ao girar a chave no contato ela acende.

Quando piso no freio, as quatro rodas freiam?
- Luiz
Ao acionar o freio as quatro rodas entram em ação. Conforme o carro, as rodas da frente podem ter uma atuação maior que as traseiras, uma vez que em frenagem o peso do carro se concentra em maior intensidade na frente. O freio de mão aciona apenas as rodas traseiras, seja o freio do tipo tambor ou a disco.

Quero saber como é o freio de mão no carro com disco em quatro rodas?
- Antonio Gomes

Nos carros equipados com freio a disco nas quatro rodas, o freio de estacionamento ou de mão (como é mais conhecido) utiliza um mecanismo independente para travar o carro. O freio de mão só ativa as rodas traseiras, sejam elas motrizes ou não. Alguns veículos equipados com freios a disco nas rodas traseiras têm também um freio a tambor integrado ao cubo das rodas. Esse mecanismo extra é ativado por cabo e serve apenas para o estacionamento. Outros modelos utilizam o próprio sistema do freio a disco, porém com um mecanismo separado. Por meio de uma alavanca, um ressalto é ativado ou um parafuso gira o pistão do freio que trava as rodas.

Qual a diferença entre um freio com ABS e outro com ABS e EBD?
- Eduardo Silva

O ABS (Anti-lock Brake System) é um sistema antitravamento do freio que evitam o travamento das rodas. Já o EBD (Electronic Brake force Distribution) significa distribuição eletrônica de frenagem. Em outras palavras, é um sistema eletrônico que trabalha em conjunto com o ABS. Sua tarefa é dosar a força da frenagem entre as rodas, o que torna o sistema ABS ainda mais eficaz. Seus sensores instalados nas rodas monitoram a velocidade e a carga exercida individualmente.

Por que os freios de ônibus e caminhões grandes soltam um ar (como se fosse um espirro) e os carros menores, não?
- Ricardo Lopes

O funcionamento do freio de caminhões e ônibus utiliza o ar como base, enquanto que os carros são equipados com freios de sistema hidráulico. Nos carros, ao acionar o freio o fluido circula no sistema. Quando o motorista tira o pé do pedal, o fluido faz um retorno. No caso do freio a ar, ao soltar o pedal do freio o ar não retorna, mas é liberado provoca os chamados “espirros”.

Quando o freio a disco assobia o que quer dizer?
- Woo e Jorge 
Quando o freio de um automóvel faz barulho é preciso checar o sistema com um mecânico de confiança. Uma das hipóteses é o desgaste excessivo do material de atrito (lonas e pastilhas), basta substituí-lo. Mas o assobio pode ter uma série de outras explicações, as mais comuns são: sujeira acumulada em um dia chuvoso ou ainda o tipo de material empregado na fabricação das pastilhas. É importante lembrar de realizar uma inspeção periódica nas pastilhas a cada 5 mil quilômetros.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Depois o mecânico tem que se virar...

CHEVROLET CONFIRMA QUE FALHA EM MOTOR ATINGE MAIS DE 49 MIL CARROS

Montadora respondeu a questionamentos do Procon sobre falha em travas de válvulas; GM nega risco e órgãos de defesa do consumidor avaliam caso

por GUILHERME BLANCO MUNIZ
 

Chevrolet Prisma LTZ Automático (Foto: General Motors)












A GM do Brasil respondeu aos questionamentos do Procon sobre os problemas diagnosticados em travas de válvulas de alguns motores e deu mais explicações sobre a dimensão da falha. Conforme relatado por Autoesporte, consumidores de veículos da Chevrolet reclamam que o motor perde potência repentinamente. A montadora confirmou que o problema atinge 49.516 unidades dos modelos Onix, Novo Prisma, Celta, Classic, Agile, Montana, Cobalt e Spin, equipados com motores 1.0, 1.4 e 1.8. Todos os carros foram fabricados no Brasil ou na Argentina a partir de dezembro de 2012. Do total de carros envolvidos, 16.277 unidades foram vendidas no estado de São Paulo. Dessas, somente 3.078 haviam passado por reparo até 23 de outubro.
Ordem de serviço de Alfredo Mainenti revela troca de válvulas mesmo sem sintomas do defeito (Foto: Arquivo Pessoal)Em alguns casos, a montadora entrou em contato com os proprietários para agendar um “atendimento especial” em que o problema seria resolvido. Por isso, o Procon paulista solicitou explicações à montadora para avaliar se deve abrir procedimento de recall. A empresa confirmou que a rede autorizada foi orientada por meio do boletim técnico identificado como IT 030G a verificar a existência de falhas nos veículos listados e realizar a substituição de todas as 16 travas de válvulas quando fosse diagnosticado o problema. As concessionárias foram notificadas sobre o problema pela primeira vez em junho de 2013 e o boletim foi enviado novamente em agosto.
Segundo a montadora, o defeito é causado por uma ou mais válvulas que não receberam o devido tratamento térmico. No entanto, a falha não seria suficiente para motivar a abertura de um procedimento de recall, já que não causa perda de capacidade de geração de torque repentina e a tração do veículo é mantida.
Apesar de não representar risco, pode ser necessário que a montadora divulgue comunicados para alertar os consumidores sobre as falhas. Assim, o número de motores consertados pode aumentar. “Nesse ponto, ela está sendo reativa, mas a empresa não tem que esperar ser questionada. Ela tem que ter a iniciativa de colocar aviso no site, se utilizar de redes sociais, mandar emails. Ela tem que vir a público inquestionavelmente. É uma questão de transparência com o consumidor até para informar que o entendimento dela é respaldado em laudo técnico e que o defeito não causa risco”, afirma Marcio Marcucci, diretos de fiscalização do Procon-SP. Nesse sentido, a montadora garante que tem realizado contato telefônico com os clientes e respondido a questionamentos da imprensa.
As válvulas são as peças que pemitem e impedem a entrada (admissão) e  a saída (escape) de combustível, ar e gases no cilindro. Seu desalinhamento ou desregulagem podem ser fatais para o funcionamento do motor. (Foto: ThinkStock/Autoesporte)
Caso em andamento
O laudo técnico enviado pela montadora será avaliado pelo Procon e outros órgãos de defesa do consumidor. Dentro de alguns dias, integrantes do Ministério da Justiça devem se reunir com representantes da Chevrolet para averiguar a falha e determinar quais procedimentos devem ser adotados. Entre as possibilidades, estão desde campanha de comunicação eficiente dos proprietários de carros que podem apresentar o defeito e até a abertura de procedimento de recall, caso seja constatado que a falha pode causar risco à população.
Como o processo de análise técnica continua em andamento, motoristas que notarem o defeito são orientados a relatar a falha aos órgãos de defesa do consumidor. “Se tiver um proprietário de um desses veículos que tenha passado por situação de risco, com perda de potencia que comprometeu ultrapassagem, por exemplo, isso é um argumento muito forte para gente. Eles devem entrar em contato com o Procon e com outros órgãos de defesa do consumidor para relatar o ocorrido”, explica Marcucci.
Entidade vê risco
Apesar de a Chevrolet afirmar que a perda de potência não gera risco aos consumidores, a coordenadora da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolci, vê potencial de perigo. “Se você está na estrada, em alta velocidade, e começa a perder potência, você pode causar ou sofrer um acidente. Os carros que estão atrás podem não perceber o que está acontecendo e o motorista pode se assustar”, explica.
Levantamento realizado pela equipe de Autoesporte aponta que mais de 15 mil carros e motos já passaram por recall nos últimos onze anos porque o Procon considerou que “redução de velocidade”, “perda repentina de potência” ou “perda de desempenho” eram consequências que poderiam colocar a saúde e a segurança da população em risco. (Colaborou Alberto Cataldi)    
Escala de gravidade de recalls (Foto: Autoesporte)





domingo, 6 de dezembro de 2015

Embreagem


Entenda como funciona e quais são os principais custos envolvidos na manutenção da embreagem do seu carro

O que é e como funciona?
Um complicador para aqueles que estão começando a dirigir, o sistema de embreagem presente nos carros equipados com câmbio manual existe para fazer a ligação entre o sistema de transmissão (câmbio) e o motor em movimento. Ele é composto por peças como o disco de embreagem, platô (placa de pressão), rolamento, cabo ou sistema hidráulico, e, é claro, o pedal esquerdo da embreagem.
Há um jeito certo de usar o pedal da embreagem?
No dia a dia, o que o você precisa saber é que, para o motor e câmbio trabalharem de forma sincronizada, o motorista precisa acionar a embreagem através do pedal esquerdo. “Cada vez que você pisa no pedal, o conjunto é desconectado até que você selecione a marcha adequada à velocidade do veículo e ao modo de condução do motorista”, explica Francisco Satkunas, engenheiro e conselheiro da SAE Brasil.  Ao soltar o pedal da embreagem, o sistema é conectado novamente, fazendo o carro sair da imobilidade ou rodar com a macha ideal.
Sim. “Após engatar a marcha, o motorista deve soltar o pedal da embreagem de forma suave para o carro começar a andar e não sobrecarregar o sistema ou prejudicar componentes como o disco de embreagem. Ele é feito de um material orgânico de alta resistência, mas que desgasta com o tempo”, explica Satkunas. O ideal, segundo o especialista, é o motorista soltar o pedal aos poucos quando o giro do motor estiver entre 2.000 ou, no máximo, 2.400 giros. “É a faixa ideal de torque para tirar o carro da imobilidade. Uma vez em movimento, é necessário tirar o pé do pedal imediatamente”.
Quanto tempo dura a embreagem?
De acordo com Satkunas, o conjunto da embreagem pode durar, em média, de 100 mil a 150 mil quilômetros.“A embreagem do carro que roda mais na cidade do que na estrada, tem  tendência de ficar mais desgastado, devido à troca constante de marchas, que levam o pedal da embreagem a trabalhar mais. "Carros estradeiros tendem a gastar menos o sistema".
Geralmente, depois dos 100 mil quilômetros, são trocados o disco de embreagem e o platô. “Às vezes, o ideal é aproveitar e também trocar o rolamento, que é uma peça interna desse sistema e que costuam ser vendida à parte. Assim, você não precisa desmontar todo o conjunto novamente, caso o rolamento apresente algum defeito”, aconselha o engenheiro da SAE. Em sistemas de embreagem que usam cabo (não o sistema hidráulico), esse sistema também pode ser trocado com o tempo, que é variável e depende muito do uso do motorista.
Quais são os sinais de que a embreagem está com algum problema?
Como não há uma indicação no painel que avise ao motorista que há algo errado, o primeiro sintoma que pode indicar um desgaste prematuro da embreagem é o comportamento do pedal. “Ao acionar a embreagem, você pode notar que o curso do pedal está mais curto ou mais longo que o usual. Você solta um pouquinho, e o carro começa a andar, ou então precisa soltar muito e ficar com o pé bem em cima para ele se mover”, afirma o engenheiro. O especialista também chama atenção para o enrijecimento do pedal, trepidações, patinações e também ruídos no caixa de câmbio. "Se após trocar as marchas, o motorista escutar um barulho de engrenagens arranhando, é bom pedir para um mecânico dar uma olhada na embreagem".
Já a fumaça é um indicativo extremo de que você pode estar forçando muito o sistema. Quando dizemos que o motorista queimou a embreagem, geralmente significa que o houve um atrito excessivo entre o disco de embreagem e o volante do motor . “Isso acontece, por exemplo, quando você eleva o giro do motor a uns 4.000 rpm antes de tirar o pé da embreagem para fazer o carro andar. É comum isso ocorrer quando o carro está parado numa ladeira”, cita um exemplo.
Quais os motivos que levam ao desgaste prematuro da embreagem?
Disco-de-embreagem-submetido-a-uso-excessivo (Foto: Francisco Satkunas)
De acordo com Satkunas, o sistema de embreagem é considerável consumível e uma hora você terá que trocar um dos componentes. Não tem jeito. Mas existem algumas manias que acabam por abreviar a vida útil do sistema. Uma delas, segundo Satkunas, é a de ficar segurando o carro em ladeiras com a embreagem acionada e com o câmbio em primeira marcha, em vez de deixá-lo parado com o freio de mão “Está aí uma situação em que você pode elevar muito o giro do motor e queimar a embreagem”, afirma o especialista.
Mas há outros vícios, que prejudicam a embreagem a médio prazo. “Outro péssimo hábito, é o de deixar o pé o tempo inteiro sobre o pedal da embreagem, mesmo sem acioná-lo. O peso, mesmo que pequeno, pode reduzir a vida dos componentes”. Sair da imobilidade com o carro engatado na segunda marcha, também não é aconselhável. “A não ser, em situações em que o carro está em uma ladeira e basta tirar o pé do freio para ele começar a andar”,  afirma.
Quanto custa para trocar os componentes da embreagem?
Satkunas afirma que o custo pode variar dependo do componente e do custo da mão-de-obra, pois as autorizadas costumam cobrar um pouco mais caro pelo serviço. No geral, é vendido um kit com o platô e o disco de embreagem, que pode custar de R$ 250 a R$ 1000 ( dependendo do modelo) . Já o rolamento varia de R$ 50 a R$ 80, enquanto o cabo da embreagem pode custar de R$ 20 a R$ 50.

“Em casos de mau uso extremo, é necessário até fazer a retífica da face do volante do motor ou até trocá-lo, um custo que pode variar entre R$ 600 e R$ 1.000", afirma o engenheiro Satkunas. O especialista também lembra que nem sempre os componentes da ambreagem estão contemplados na garantia do veículo.

Como podemos evitar o desgaste precoce da embreagem?


“A primeira dica para aumentar a vida útil do sistema é acionar e soltar o pedal da embreagem com suavidade, evitando trancos que possam danificar tanto o sistema de transmissão quanto o da embreagem”. Outra dica do engenheiro é "nunca, jamais", segurar o carro em uma ladeira com o pé esquerdo pressionando a embreagem: "use sempre o freio de mão". Também evite de sair com o carro na imobilidade com o giro do motor muito elevado e também de tirar o pé do pedal da embreagem bruscamente.

Fonte: Auto Esporte.

Livina 1.8. Sincronismo da corrente de comando.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Como saber a validade de um pneu?

Como todo produto manufaturado, o pneu também tem vida útil. Não é somente o desgaste da borracha que deve observado, como pensa maior parte dos motoristas. Principalmente em veículos que rodam pouco, é preciso prestar a atenção na data de fabricação da peça.

O prazo de validade máximo de um pneu é cinco anos após sua fabricação. Após esse período, ele começa a se deteriorar devido ao tempo e aos agentes climáticos como pressão, temperatura e umidade. José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone do Brasil, explica que os pneus podem aparentar estar em bom estado e com pouco desgaste, mas sua estrutura pode estar comprometida. “É o caso do estepes que nunca foram usados. Embora nunca tenham rodado na estrada, foram submetidos à ação do tempo e da temperatura, que podem alterar suas características originais”, observa.

Na área de identificação do pneu, encontra-se um número de série composto de 11 dígitos em seguida à palavra “DOT”  (que identifica o “Department of Transportation” dos EUA e que instituiu este tipo de marcação). Os quatro últimos dígitos deste número identificam a data de fabricação do pneu (dois dígitos para a semana e dois para o ano). Por exemplo: 1311 significa que foi produzido na 13ª semana de 2011. Se constar 3806 indica que foi feito na 38ª semana de 2006. A partir daí é só somar mais cinco anos que você saberá o prazo de validade.


Desgaste
Cinco anos é, claro, o prazo máximo de duração. A legislação brasileira determina que os pneus devem ser trocados quando o sulco (o friso) tiver no máximo 1,6 milímetros de profundidade. Além disso, o motorista deve fazer a revisão a cada 10 mil quilômetros para verificar se não há torturas ou rachaduras na borracha. Fazer o rodízio entre os dianteiros e traseiros e manter a calibragem recomendada pelo fabricante ajudam na conservação dos pneus.





Fonte : Terra.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Gasolina formulada é legalizada, mas pode trazer danos ao motor



Gasolina formulada. Esse é o nome de um tipo de combustível vendido como “gasolina comum” em vários postos do país. O produto é desconhecido pela grande maioria dos consumidores, mas a ANP legalizou o produto uns dois anos atrás.

A tal gasolina formulada, também conhecida como genérica ou de laboratório, também tem cor amarela, mas o cheiro é diferente. Além disso, ela não tem o mesmo rendimento do derivado de petróleo, pois é produzida com cerca de 200 elementos químicos, especialmente solventes.

O preço é mais em conta, mas os danos causados ao motor podem gerar um custo elevado para o consumidor. Sem identificação, os clientes não sabem que tipo de gasolina está sendo colocada no veículo. Bicos injetores entupidos e grande presença de resíduos na câmara de combustão são alguns dos defeitos gerados pela gasolina formulada.


Fonte:Noticias Automotivas

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SAIBA DICAS DE COMO ANUNCIAR (E VENDER RAPIDAMENTE) SEU CARRO PELA INTERNET

Uma maneira de negociar seu automóvel de forma rápida é anunciá-lo em sites de classificados. O público variado que acessa esse tipo de endereço eletrônico aumenta a chance de encontrar um interessado em comprar o carro. Uma pesquisa da MercadoLivre Classificados, em parceria com a Oh!Panel, revela que 96% das pessoas que pretendem adquirir um veículo recorrem à Internet para pesquisar sobre preços e especificações de cada modelo. Os dados foram levantados após entrevista com 4 mil internautas.Faça uma revisão do carro antes da venda. Não esqueça o comprovante (Foto: Shutterstock)Para ter sucesso na venda do carro, é importante preparar um anúncio completo. A engenheira Karine Barros, de 37 anos, já comercializou três automóveis por um site de classificados: um Chevrolet Zafira, um Toyota Fielder e um Citröen C4. O último foi o mais demorado para ser vendido - mesmo assim, em quarenta dias, o negócio estava feito. Para ela, a principal dica é descrever detalhes do produto. “Informei que os veículos só andavam na cidade, sem exposição a estradas. Isso já mostra aos interessados que os pneus estão conservados”, diz. É importante informar sobre possíveis amassados ou arranhões, opcionais do carro, quilometragem, tempo de utilização, revisões e reparos já realizados. O especialista Caio Ribeiro, gerente sênior do MercadoLivre Classificados e Novos Negócios, recomenda fazer uma revisão completa antes da venda, para conferir óleo de motor, freio, pneus e parte elétrica. Pedir um comprovante e mostrá-lo ao interessado na compra é uma boa forma de transmitir segurança.Tire fotos com pelo menos 800 pixels de resolução (Foto: Shutterstock)Sabe aquela história de que uma imagem vale mais do que mil palavras? Pode parecer clichê, mas vale para um anúncio de carros. Caprichar nas fotografias é essencial para o sucesso na venda. Denise Garcia, coordenadora de projetos, de 31 anos, lavou seu Chevrolet Captiva antes de clicá-lo. “Deu um brilho especial. Também me preocupei em tirar fotos do motor e dos pneus, para mostrar que não estavam desgastados”, conta. Escolha um ambiente com iluminação natural e centralize o carro nas imagens. A qualidade da câmera faz diferença – 800 pixels são suficientes para dar uma boa visualização do produto. O ângulo que mais favorece o carro é o dianteiro lateral. Mas atente-se também para as duas laterais, a traseira (que deve aparecer por inteiro) e a parte interna. “Uma dica é fotografar o painel ligado e os diferenciais, como bancos de couro”, diz Karine.Estipule um preço de acordo com o mercado (Foto: Shutterstock)Mas não adianta caprichar nas imagens e colocar um preço abusivo. Ribeiro aconselha utilizar a tabela Fipe, um referencial dos valores de mercado. “Quando anunciei meu carro, deixei bem claro que não aceitaria outro modelo em troca”, afirma Karine. Uma dica é observar quanto os outros anunciantes estão cobrando pelos automóveis. E, claro, negociar após o primeiro contato com o interessado. Karine, por exemplo, vendeu o C4, modelo 2008, por R$ 28 mil. “Foi um pouco abaixo da Fipe”, conta a engenheira.Fique atento às ligações dos interessados (Foto: Shutterstock)Depois de preparar um anúncio atraente, resta esperar pelos contatos dos interessados. Fique preparado para receber telefonemas e já tenha em mãos documentos que podem esclarecer as dúvidas do cliente. Inclua seu e-mail, número de celular e horário ideal para ser procurado. Em geral, só quem está realmente interessado no carro marca uma visita para conhecer o modelo de perto. Nessa situação, prefira locais públicos e seja atencioso. O primeiro interessado no carro de Karine foi um senhor de Santa Catarina - ele dirigiu até São Paulo, com a família inteira, para conhecer o produto. “Voltou para o Sul com dois automóveis”, conta. Denise também deu sorte. Foi procurada por um lojista, interessado no Captiva. No encontro, ele viu o outro carro dela, um Volkswagen Jetta. Resultado: o senhor fez uma oferta e comprou os dois. “Nem tinha pensado em vender. Mas o lojista ofereceu um valor superior ao das concessionárias, então fechei negócio”, conta.
 

Fonte: Auto esporte.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Filtro de ar esportivo aumenta a potência do motor?

O professor de engenharia mecânica da FEI Silvio Shizou explica que essa medida pode, sim, resultar em melhoria do desempenho do carro. Ao substituir o usual filtro de papel comum por um do tipo esportivo, com malha metálica, ocorre maior entrada de ar no motor e consequentemente uma melhora no desempenho do carro. “Mas esse possível ganho de potência é pequeno, e perceptível apenas em altas rotações”, explica. Além disso, ele pontua que o ganho de alguns “cavalinhos” é provavelmente mais relevante em motores de maior cilindrada, já que a passagem do fluxo de ar é maior.
Porém a mudança pode provocar um efeito colateral. Ele explica que ao trocar o filtro original pelo esportivo, a filtragem de partículas de poeira no ar será menor, deixando o motor mais sujeito à entrada de sujeira. "Isso pode provocar desgaste prematuro de componentes", afirma  Shizou.
Fonte: Auto Esporte

sexta-feira, 22 de março de 2013

Correia dentada. Você já Trocou ?


A correia dentada do motor  do seu carro deve ser substituída quando completar 40.000 km. Conforme a condição poderá se prolongar sua troca para os 50.000 km. Após essa quilometragem, a correia perde sua eficiência e pode causar uma ruptura, que acarreta diversos estragos ao motor. Como principalmente a perda do motor, acarretando um prejuízo em média de R$ 5,500,00 para um motor de 8 válvulas. Por isso não perca tempo para revisar o seu veículo. FAÇA MANUTENÇÃO PREVENTIVA.